Quinta-feira, 02.02.12

O momento #1

derivadasEintegrais

"Pure mathematics is, in its way, the poetry of logical ideas." - Albert Einstein

imber às 00:09 | link do post | comentar
Quarta-feira, 01.02.12

Estado de (Des)Graça

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Créditos aos vários fotógrafos pelo excelente trabalho

 

Porque é a rir que se paga a dívida pública

imber às 00:20 | link do post | comentar
Terça-feira, 31.01.12

Afinal até há uma lista

Quando veio o ano novo, critiquei as listas de "Em (ano) vou fazer", mas o que é certo é que realmente há aqui umas coisas a mudar. Não digo que seja uma lista para fazer em 2012, até porque é muito longo 2012, quero fazer algumas das coisas o mais rapidamente possível, e outras que durem depois de 2012, por muito tempo.

Por isso, algumas das quais todos deveríamos fazer, os objectivos listados são basicamente acerca de mim, hábitos meus, erros meus, e mudanças de horários minhas, que obviamente serão feitas por mim, sendo que este post é mais uma lista para eu ter como referencia do que um post propriamente dito.

 

1- Deixar de procrastinar

Uma das coisas que mais faço é procrastinar. É tipo um bichinho de estimação meu, um desporto quase. "Amanhã faço isso, acordo cedo e trato disso logo, agora vou só ver o novo episódio de...". É irritante para mim e para os próximos a mim, sendo que na maioria das vezes, traz muita coisa má atrás da procrastinação, e em alguns casos atrasa-me algumas coisas por meses ou anos, e noutros casos perco oportunidades que nunca mais terei. Logo, procrastinar é a primeira coisa a abater ou pelo menos diminuir o mais rápido possível.

 

2 - Estudar mais

Desde que me lembro de estar a estudar, que oiço sempre alguém a dizer-me: "Uau, com as tuas capacidades conseguias tirar a nota máxima, mas tu baldas-te e não estudas e não aproveitas as tuas oportunidades!". Basta de ouvir isto. É certo que estudar é uma valente dor de cabeça se não estiver minimamente motivado para o fazer, mas é certo que, apesar de obviamente não tirar nota máxima (Todos nós parecemos génios no 3º ciclo e secundário), as notas podem realmente obter um acréscimo, um belo investimento a longo prazo, que, unido com a diminuição da procrastinagem, nem mais tempo consome.

 

3 - Passar menos horas à frente de um computador (ou dois, ou três, ou ...)

O meu primeiro computador foi-me dado aos 7 anos, desde então lembro-me de viver com um mínimo de 5 horas diárias à frente do computador, e não para trabalhar na maioria das vezes. É certo que na altura, como estar no computador era "fixe", como os RTS's eram realmente uns "papa-tempo", comecei a habituar-me, comecei até a deixar de ter os meus pais a chatear-me para sair para fora de casa por um bocado e comecei a achar normal evoluir para as 10h ou mais diárias à frente de um computador. Já que a informática não é o meu ganha-pão, estar horas e horas à frente do computador não é uma necessidade. Algo a cortar, quem sabe, para tempo de estudo.

 

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/12/Nerd.jpeg

 Por Archiboldian

 

4 - Comer de forma saudável

Ahahahaha. Até pareço os velhotes e os nutricionistas-não-velhotes a escrever. O que é certo é que mal como verduras, fruta nem vê-la, e sou um fã incondicional do fast food e da gastronomia portuguesa (e mediterrânica no geral) cheia de gordura animal e vegetal. Comer verduras, peixe (McFish?), fruta é algo que tem de ser adicionado à lista obrigatoriamente.

 

5 - Fazer exercicío físico

Não é que eu precise de perder 30 kg para estar com um IMC saudável, mas não é para isso que o exercício físico serve. As horas à frente do computador não são nada saudáveis, e o facto de ser mais sedentário que as rochas deslizantes do Vale da Morte é um assunto sério. Talvez começar a levar a sério alguns conselhos médicos para fazer exercício físico é um ponto de partida, nadar por gosto, correr por lazer, caminhar por vontade... eis um desafio, já que estar sentadinho é tão confortável.

 

6 - Ler mais e mais regularmente

Leio muito, pouco é realmente ler. Obviamente que estar à frente de um computador horas e horas envolve ler muitas palavras, muitos artigos, muitas legendas, muitos nomes de ficheiros e pastas, mas poucos ou nenhuns livros e revistas. Eu gosto de ler, é uma actividade calma e enriquecedora, é como alimento para o cérebro, mas pouco tempo dispenso para a leitura. Dispensar algum tempo para a leitura é também um dos objectivos que, cheira-me que vai ser facilmente conseguido.

 

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e6/Great_Books.jpg/800px-Great_Books.jpg

Por Rdsmith4


7 - Realmente acordar cedo e deitar-me a horas

Não fosse eu um adolescente, não fosse eu uma criatura com os horários mais desregulados da história da humanidade, com dias em que durmo 30 minutos de 2 em 2 horas para aguentar o sono, e dias em que durmo 13h seguidas, posteriormente com dias a dormir 5h ou menos. O meu cérebro não gosta disso, o meu corpo também não, e a minha cama queixa-se regularmente de nunca estar preparada para a minha chegada inesperada.

 

8 - Deixar de beber café

A cafeína é para mim o que os os espinafres são para o Popeye, excepto que não fico com super força, apenas fico saciado. Beber café é um gesto simples mas que com o tempo pode agravar-se, tornando-se um vício, nada saudável, que com a inclusão de açúcar (mais do que o normal, no meu caso) é ainda menos saudável e mais vicioso. Não é fácil livrar-me desse vício tão saboroso, mas já lá vai 1 semana sem café e a contar...

 

9 - Deixar de roer as unhas

Missão impossível. Este é certamente o objectivo mais difícil dos listados. Provavelmente vou conseguir todos, excepto este, esta coisa que uns acham nojenta e outros acham pouco saudável e que eu classifico como um 50/50 das duas opiniões. Maltrato as unhas desde que me lembro de ter unhas, e já lá vão uns anos desde que as tenho, pequenas, roídas, feias, por vezes com a pele a sangrar por obra das roídelas. Este é certamente o mais difícil dos objectivos.

 

StopBittingYourNails
 

10 - Escrever mais posts

Sem qualquer descrição possível, já que este blog carece de posts como a Europa carece de solução financeira, sendo que só com posts destes é que vai sendo preenchido, mal concluídos e que carecem de regras de escrita ou de utilidade pública.

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imber às 00:04 | link do post | comentar
Domingo, 22.01.12

O livro de caras é para meninos

Obviamente que "a rede social" não é para meninos. É para meninos, meninas, mamãs, papás, titias, padrinhos, netos, avozinhas, pedófilos desconhecidos que adicionam crianças, pitas crianças com menos idade que a permitida pelo ToS, e todas as outras pessoas que sejam normais e anormais. É tipo o McDonald's, toda a gente lá vai comer.

O meu ponto é: aquilo é inútil.

Se quero notícias, tenho as quantidades industriais de sites que me fornecem notícias com mais ou menos rigor e os belos feeds que eles providenciam; se quero jogar jogos da treta, tenho também imensos sites que me podem ajudar nessa missão; se quero conversar ou contactar alguém tenho uma coisa espectacular, mesmo muito avançada que me permite escrever mensagens, arquivar mensagens, enviar ficheiros, imagens, partilhar documentos chamada email; se quero fazer chamadas, tenho algo ainda mais interessante que, apesar de estar numa decadência de uso, é extraordinário, o telemóvel, mais precisamente a função "chamada" e mesmo a função "videochamada". Que coisa fantástica.

Por isso, não, não preciso do Facebook, dos seus termos de serviço narcisistas, da sua dura e crua centralização e ligação aos EUA, do seu CEO com comportamentos nada morais, da sua política de pseudo-privacidade partilhada publicamente com tudo e todos, das suas diabólicas funções de detecção automática de rosto e similares, etc.

O Facebook é, além de tudo isso, um papa-tempo, que não para enquanto não acabarem as horas úteis, é como se fosse um site de tudo o que pode comer tempo unido, porque é.

Os críticos podem dizer que o que aleguei não precisar é inferior ao facto de ter todas as funções que enumerei só num sítio, onde estou ligado a quem conheço, estando assim mais social. Mas para esses críticos gostava de dizer que, para ter o email da pessoa, o número de telemóvel e similares, realmente conheço as pessoas e não são apensas fruto de um "Adicionar amigo". Logo, para essas críticas, é um ataque de pombos, sendo que posso também aglomerar tudo com o Pond, que por acaso é desenvolvido em Portugal, logo dando emprego a portugueses, deixando-me assim o direito de mandar bugiar quem critica o desemprego português e usa tretas "not made in Portugal"

A inutilidade de tal rede social (e no geral das redes sociais) é tanta, que questiono-me sobre o excesso do factor "social" que há actualmente, sendo que tudo e todos estão ligados em todo o lado, deixando de ter privacidade e tempo aos poucos, sem o notarem.

 

 

Por isso, com uma despedida dictatorial de óculos bacanos, goodbye Facebook.

imber às 17:37 | link do post | comentar
Terça-feira, 10.01.12

José Mário Branco - FMI



imber às 15:28 | link do post | comentar
Sábado, 31.12.11

Do passado para 2012

Não é novidade, o que ouvi-mos e recordamos vai-nos marcando no futuro, próximo em alguns casos e posteriormente esquecido, longo noutros e posteriormente acabando num post de fim de ano de um blog qualquer de um louco.

É precisamente o que acontece de seguida: uma lista de citações da vida real, dadas por adultos, jovens, crianças, machos, fêmeas, de músicas, de filmes, de conversas, de caixas de cereais (não, não vai ter de caixas de cereais) que nada têm a ver umas com as outras, mas que se vão encontrar, de seguida, escritas, para que possam ser partilhadas com o mundo ou possam ser por mim visualizadas no futuro.

A lista de citações que ninguém quer ler:

 

Pros don't chill.

 

Tudo na vida é como o desporto, tens de treinar para seres bom em algo, e quanto mais treinas, melhor és.

 

Faz tudo na vida como se alguém te contemplasse

 

A dia são 2 dias, 3 se for ano bissexto.

 

Look deep into nature, and then you will understand everything better.

 

Buy land, they're not making it anymore.

 

For the bureaucrat, the world is a mere object to be manipulated by him.

 

Learn from the masses, and then teach them.

 

E como citações lamechas (em itálico para parecerem mesmo sérias) em pouca quantidade não faria deste post o pior post de 2011, deixo também uma imagem aleatória do 9gag, retirada num dos últimos dias, mas que realmente demonstra as minhas perspectivas para 2012.

 

newsyearresolution

 

Por acaso, não tencionava que fosse tão inútil, era mesmo para ser um post sobre o ano novo, perspectivas de futuro, do passado, mas não, isso é demasiado lamechas, subjectivo e por tal o ser, não se inclui neste blog, tendo sido substituído por esta verdadeira trampa de post, mas o qual já vai de acordo com as directrizes do memorando da troika, sendo mais quantidade do que qualidade. E não esquecendo, Bom Dois Mil E Doze

imber às 12:45 | link do post | comentar
Terça-feira, 20.12.11

Bristol, oh bristol

Bristol é conhecida como sendo a cidade mãe do Trip Hop géneros que por lá passem nos ouvidos, logo sendo a mãe da maioria da música que oiço. Sempre fui um apreciador de música, não muito critico devido à minha imaturidade musical, a qual ainda possuo no ouvido esquerdo, mas um amante da musicalidade de todos os géneros (caso estes a possuam), chegando ao cúmulo de tentar perceber e avaliar a existência de sons de bandas como Whitehouse, mantendo a sanidade mental após as audições, em parte apoiada pela ausência de vídeos que possam igualar-se aos artistas (cito, não fumar faz bem à carteira, pulmões e ambiente).

Sempre procurei um género ideal para mim, um tipo de música com o qual eu clicasse no Play me fizesse voar de forma sóbria pelos meus pensamentos, e sempre percebi que não seria algo que o Pop comum, ou o Metal conhecido ou pesado fossem preencher. É certo que procurar um género ideal é tão absurdo como procurar a quantidade ideal de roupa sem contabilizar as diferentes temperaturas sazonais, mas eu sabia que havia algo que encontraria e me daria bem com. E foi aí que começou a jornada.

Desde a música clássica, instrumental e melódica ao extratone, eletrónico e dificilmente percebido, experimentei vários géneros e subgéneros, indiferente da música que tocava nos tops mundiais, que pouco ou nada me interessava dada a sua projeção para vendas, não para a qualidade na maioria dos casos, alternando entre os estilos mais levezinhos e mais pesados, entre eletrónicos e instrumentais, sendo que um misto entre as duas partes era sempre o que me chamava mais a atenção.

Erro crato esse de achar que os tops eram músicos não interessantes, programados para vender. Estava certo, era para vender, era para alimentar as massas de compradores sedentos de algo novo que não iam comprar para ouvir por gosto, mas porque era "in" ouvir... Mas havia lá música que se tinha destacado pela sua qualidade, pela sua sonoridade.

Começou a ser provado que a minha teoria/atitude anti mainstream estava errada e começou por Gorillaz. Qualquer um que se lembre dos MTV EMA em Portugal em 2005, lembra-se da sua famosa atuação holográfica, da música que lhes deu fama, o Feel Good, Inc, que, honestamente, atingiram o topo da minha lista pessoal de bandas preferidas e estão para ficar, que, erro crato provado, foram conhecidos, mainstream, mas por mérito, não por serem vendidos.

 

 

Segundo erro: Massive Attack. Se alguém já viu House M.D. devia saber que o tema de inicio é retirado da Teardrop dos Massive Attack, uma música bela. Tal como House M.D. é mais conhecido do que o Joseph Ratzinger em alguns países, Massive Attack, apesar de já bastante conhecidos antes, beneficiaram desse hype. Basta olhar os tops mundiais atualmente, ainda se vai encontrar Massive Attack por lá.

 

 

 

Terceiro erro: Blue Foundation. Já toda a gente percebeu que Twilight e coisas com fadas que gostam de comer arroz de molho pardo sem o arroz são neste momento a febre que dói por dentro só de ouvir o nome, e com ele, as bandas e artistas que compõem a sua banda sonora são também vítimas/beneficiários de um boost de fama, de vendas e de outros benefícios/desvantagens. Não são de Bristol, mas têm uma qualidade também muito boa. 

 

 

 

 

E muitos outros erros foram sendo cometidos, desde Blur a Moby, passando por Transglobal Underground e Thievery Corporation, sendo que em todos eles (ou quase todos sou honesto) já tinha ouvido mixes de outros géneros como Drum n'Bass ou Dubstep, géneros esses que ouvi durante uns anos, quando ainda mantinham a sua origem, sem o mainstream lift que levaram atualmente.

 

 Tricky

Foto: Danny North 


E a jornada pelo género ideal segue-se, sendo que já posso andar livremente a ouvir música que me eleva o espírito, que gosto e oiço por prazer, considerada por muitos como música para janados, como o caso de Tricky (a quem, com toda a honestidade, cabe a qualidade de janado, mas por uma causa nobre e por uma questão de individualidade), considerada por outros um género ou mesmo (alguns o chamam) subgénero mítico, com um tempo perfeito e de vocais geralmente donos de uma obscuridade fortíssima, mas que para mim, é um género que alia tudo o que gosto dos géneros que mais me cativaram. 

imber às 13:47 | link do post | comentar
Segunda-feira, 05.12.11

Ser Português

Sou português, orgulho-me de o ser, de Portugal, como país, nem que esse seja o pior país do mundo, orgulho-me de ter nascido e vivido anos suficientes em Portugal para me considerar português Sou português, não um neonazista nacionalista e sem cérebro, mas sou português 
Orgulho-me por exemplo da nossa gastronomia (oh grande caldo verde, oh grande toucinho fumado com tudo o resto no cozido à portuguesa, oh grande bacalhau confecionado e 1001 maneiras e feitios), orgulho-me de puder ir à praia no verão e de puder fazer bonecos de neve no inverno, ou mesmo de puder estar numa cidade e viver a noite, ou passear na floresta e no ambiente rural durante o dia. Isso é Portugal, orgulho-me dele, mesmo que pequenino. 
Mas não me orgulho dos pensamentos da generalidade dos portugueses. O português é o ser de bigode, ou chamado Maria, que vive seguindo a lei do desenrasca, fazendo das tripas coração para conseguir fazer algo que, com um pouco mais de pensamento e menos músculo seria feito de outra forma. Mas será? 
Não digo eu. O típico português é aquele que, mesmo com uma taxa de desemprego avultada, com uma crise entre mãos, continua a viver desafogadamente do dinheiro que não possui, tentando seguir para isso o lema do "Ganhar dinheiro sem fazer nada". 
Não me lembro de ver alguém, adulto e ativo socialmente, a dizer, num exemplo exagerado: "Tens de arranjar um emprego onde trabalhes para o bem da empresa, sendo recompensado pelo teu árduo esforço, dando o teu melhor para a empresa, ajudando assim a ti e aos teus colegas e patrão, bem como à pátria", no entanto, tenho novamente 1001 lembranças de portugueses a pedir para ganhar o euromilhões em todas as ocasiões em que podiam referir isso (cite-se Natal, Páscoa, Prémios, Questionários sobre a felicidade, similares). Imagino o pai natal, aquele ser real e verídico, a receber milhares de cartas de portugueses adultos, e de menores influenciados pelo pensamento paternal, a pedir o Euromilhões e a chamar-nos vários nomes feios (cite-se Adalfaberto, Esfiurentina, Josefinopaulina, Sócrates) por estar já estafado de ler os pedidos malandros. 
Portanto, o típico português é, na verdade, aquele que quer, ao máximo, usufruir de subsídios, indemnizações, fundos, e todos os outros nomes que possam ser dados a dinheiro e bens que venham para usufruo sem qualquer esforço, já que é isso que o português quer, ganhar dinheiro sem fazer nada, já que é foi e é ainda essa a política social existente em Portugal, muito incomportável 
Portugueses e portuguesas, gostariam de estar 24h por dia a ganhar dinheiro sem fazer nada de útil e que pudesse ser remunerado, sem qualquer utilidade? Se a vossa resposta é positiva, deviam perguntar aos emigrantes que querem trabalhar e não pode, ganhando mesmo assim um subsídio de invalidez no país onde estão (ex: subsídio de invalidez no Luxemburgo dado aos portugueses incapacitados durante o trabalho lá) que dá para pagar desafogadamente as despesas e outros gastos, mas que se sentem inúteis já que não trabalham, logo não têm um sentimento de utilidade social.
Mas enfim, eu compreendo, é que ser-se malandro mas fazer voluntariado, fica bonito e dá uma sensação de utilidade pública, que contrasta com a vossa imagem perante quem, mensalmente ou de outra qualquer forma periódica, desconta para os cofres do estado para que vós possais coçar os tomates enquanto recebem dinheiro e ajudas várias.


PS: Há um sketch do programa Contemporâneos que retrata bem a aversão dos portugueses ao trabalho, criticando assim de forma leve o pensamento português do "Os imigrantes vêm para aqui tirar-nos o trabalho".
imber às 16:06 | link do post | comentar
Quinta-feira, 24.11.11

Uma questão de tamanho

Inicialmente, as mentes mais perversas podem pensar que o título leva a um post sobre tamanhos de ... pão, mas enganem-se gulosos devoradores de pão, este post não vai retratar a situação actual do tamanho dos pães portugueses e compará-los com outras culturas e países, fazendo uma ligação entre a temperatura do país e o tamanho do pão. Até porque, há países onde nem se come pão, ou se substitui este por galinha frita, como os EUA.
Mas tem tartes.
O McDonald's é conhecido pelos hambúrgueres, a nível mundial, concorrendo directamente com a Burger King ou o contrário, uma situação monopolista que demonstra que as pessoas estão-se a marimbar se são gordas e não saudáveis, mas se comem rápido e com estilo ou não. Mas além de tal produto, o McDonald's tem outros, como gelados, cafés, bocados de frango (variando entre pernas de frango fritas e peitos de frango fritos), sopas, saladas e ... tartes. De maçã.

O meu ponto é o seguinte: menos 4 cm2 na planificação dos pacotes das batatas seriam o essencial para que nem se notasse a falta de 6 ou 7 batatas e isso ia cobrir a subida dos custos que o McDonald's tem nas batatas com esta crise, o mesmo se aplica nas bebidas, o mesmo se aplica nos hambúrgueres e similares, o mesmo se aplica...

 

McTarte


Outra vez, o meu ponto é ... e nas tartes? As tartes são o produto mais delicioso do McDonalds, com um sabor a maça, bocados de maça e uma textura estaladiça, sempre acompanhados do quentinho que deve ter um pastel. E .. custam 1€. Duas.
É aqui que o post fica triste. Eu, como grande degustador de  tartes, não quero ver (se é que já não reduziram progressivamente num tamanho não identificável à primeira vista) aquelas preciosas tartes a subirem de preço, ou a aumentarem o tamanho. É quase tão custoso dar 1€ como 1,10€, mas a facilidade de ter uma moeda de 1€ no bolso (motivo de marketing da euro poupança) é completamente diferente, dado que são duas moedas. Mas, a tristeza irá assolar todos os que comem tartes, pois quando se aperceberem da redução do tamanho, serão presenteados da mesma tristeza de uma rapariga quando ... percebe que as saias são compridas demais (WAIT WHAT!?!)
Só para dizer, que, habituem-se, é algo normal, vai acontecer que todos esses franchising, essas grandes multinacionais que vendem bem pequenos, comestíveis ou similares, vão adoptar um deles, e, provavelmente reduzir uns cm's no produto final em benefício da cobertura dos custos todos, oferecendo assim o mesmo preço, mas uma coisa mais pequena (cultura japonesa de coisas pequeninas too much?).

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imber às 17:55 | link do post | comentar
Sexta-feira, 14.10.11

Leitinho

Expliquem-me um país onde se façam movimentos no Facebook, se marquem manifestações e se despeçam pessoas tudo em nome do leite achocolatado.
O IVA do leite com chocolate ("achocolatado", perdão) aumenta, é uma guerra, se alguém gama uns milhões à Caixa Geral de Depósitos pela compra de acções, é normal.
Tudo bem, é perceptível que o descontentamento social seja elevadíssimo por causa destas medidas todas, mas reclamarem por algo como o leite achocolatado é absurdo, dado que têm N de medidas pelo qual reclamarem, ainda assim reclamações inúteis porque eles são o governo e nós somos os ... bebedores de leite achocolatado indignados.
O leite de vaca, é algo branco, quase natural (tem ali um "quase"), e quando adicionado ao chocolate em pó, torna-se leite achocolatado. Aparentemente Portugal é habitado por uma raça que não percebe que comprar leite e chocolate em pó instantâneo é mais barato do que comprar já essa mistura (no qual a receita aparenta ser muito difícil para os portugueses) feita e protesta pelo preço algo desta mistura.
Imaginem estarem no governo, tentarem perceber qual eram as medidas que tinham suscitado maior descontentamento social e aperceberem-se que mesmo o corte nos subsídios de Natal e Férias era algo baixamente protestado face ao que se reclama pelo leite achocolatado: "Estes eleitores são tolos!".
Por isso, invés de perderem tempo a manifestarem-se na rua pelo leite achocolatado mais barato, tentem produzir um pouco mais, que isso sim, gera riqueza e faz-nos não precisar de mais 30 minutos diários de trabalho.
Formula de 6%
UPDATE:
Aparentemente o Iva do Leite com Chocolate (aqui sim, já tudo misturado e tudo preparado num só pacote) vai continuar a ser taxado como um bem de primeira necessidade, a 6%.
Começo portanto a colocar na minha cabeça uma nova classificação para os governos: aqueles que têm tomates para aumentar o iva do leite com chocolate e os que não têm, dado que, Sócrates também foi confrontado com o mesmo problema aquando da aprovação do orçamento de estado para 2011 e lhe faltaram as bolinhas cruciais.
imber às 17:15 | link do post | comentar

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English? Here is where I blog in Portuguese, if this sounds like something you can’t understand sorry, but this is portuguese.

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